Seletividade alimentar
Antes de insistir para que uma criança coma, eu quero entender por que ela não consegue.
“Ele só come cinco alimentos.” Então é pelos cinco que começamos — não pela lista do que falta, mas pelo que já funciona, e pelo que impede o resto de entrar.
O que eu avalio antes de propor qualquer mudança
- Sensibilidade a textura, temperatura, cheiro ou aparência dos alimentos
- Histórico de dificuldades orais ou motoras durante a alimentação
- Ansiedade ou aversão associada ao momento da refeição
- Se a alimentação atual é nutricionalmente suficiente para a fase de crescimento
- Como a família lida com a recusa hoje — e o que já foi tentado
- Se há avaliação de fono, TO ou outro profissional em andamento
O objetivo não é fazer a criança comer mais alimentos rapidamente. É entender o que sustenta os cinco que já funcionam, para então ampliar com segurança.
Sem forçar, sem negociar à mesa
Estratégias de exposição alimentar são construídas com a família, no ritmo da criança — nunca como uma disputa de vontades na hora da refeição.
Em conjunto com quem já acompanha o caso
Quando há questões sensoriais, motoras ou de desenvolvimento envolvidas, o trabalho é articulado com fono, TO, pediatra ou outros profissionais já presentes no cuidado.